AVALIAÇÃO DOS DANOS CAUSADOS POR LAGARTAS DESFOLHADORAS EM CLONES DE BATATA-DOCE

Autores

  • Sônia Maria Forti Broglio
  • Roseane Cristina Prédes Trindade
  • Marcelo Cavalcante
  • Paulo Vanderlei Ferreira

Resumo

A avaliação de danos de lagartas desfolhadoras na cultura da batata-doce foi realizada com o objetivo de identificar se o ataque dessas pragas afetaria a produtividade da cultura. Foram utilizados clones obtidos do Setor de Melhoramento Genético de Plantas do CECA/UFAL, a partir de sementes botânicas de populações de polinização livre, discriminadas a seguir, juntamente com suas cultivares de procedência: CL - 01, CL - 03, CL - 04, CL - 10, CL - 11 e CL - 12 (Co Copinha); CL - 09 (Paulistinha Branca); CL - 13 e CL - 14 (Roxa de Rama Fina); CL - 02  (Co Branca); CL - 06 (60 Dias); e CL - 08 (Pixaim I). O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com 12 tratamentos e 3 repetições. Para identificação das lagartas desfolhadoras diferentes amostras foram coletadas manualmente, levadas ao Laboratório de Entomologia do CECA/UFAL e foram mantidas até a emergência dos adultos, os quais foram mortos, montados, fotografados e enviados para identificação. A avaliação dos danos foliares foi realizada em dois períodos: antes da aplicação do inseticida químico deltametrina e a segunda, 15 dias após o tratamento. Para a classificação das injúrias foi utilizada uma escala de notas que variou de 1 a 5 (1 = 1-20 %; 2= >20-40 %; 3= >40-60 %; 4 = >60-80 %; 5 = >80-100 %). As notas foram dadas por quatro pessoas, analisando os dois metros centrais da área útil.  Após identificação taxonômica, as espécies revelaram-se tratar de: Spodoptera dolichos (Fabr., 1794), S. cosmioides (Walk., 1858) e S. albula (Walk., 1857) (Noctuidae); Pseudoplusia includens (Walk., 1857) (Noctuidae) e Agrius cingulatus (Fabr., 1775) (Sphingidae). Os danos provocados pelas lagartas desfolhadoras, quando não aplicado o inseticida, foram significativos, tendo-se o clone 1, com a maior média, a maior preferência para alimentação pelas lagartas. Os clones 2, 3, 4 e 10 não diferiram estatisticamente do clone 1, observando-se também baixas produtividades. Os clones 6, 9 e 13 apresentaram as menores médias de infestação de lagartas, seguidas de produtividades superiores. O inseticida deltametrina mostrou-se eficiente em controlar as lagartas desfolhadoras, pois as ocorrências dos danos diminuíram após sua aplicação, não havendo diferença estatística significativa entre os tratamentos. As médias variaram de 0,90 para o clone 6 até 1,46 para o clone 1. Este é o primeiro registro da ocorrência de S. dolichos, S. cosmioides, S. albula, P. includens e A. cingulatus em batata-doce no Estado de Alagoas. As injúrias causadas pelas lagartas desfolhadoras afetaram a produtividade.

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Publicado

2011-11-08