PROFITABILITY OF ADOPTING WINTER BT CORN IN MIDDLE PARANAPANEMA REGION-SP, BRAZIL, UNDER RISK CONDITIONS

  • Maura Seiko Tsutsui Esperancini Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
  • Wellington Gustavo Bendinelli Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA, Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP. Botucatu
  • Saulo Philipe Sebastião Guerra Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
  • Silvia Angélica Domingues de Carvalho Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
  • Fernanda de Paiva Badiz Furlaneto Pesquisadora Científica da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

Resumo

The economic benefits at farm level of Bt corn are one of the reasons for its rapid adoption in Brazil. Some of these benefits have been confirmed, such as increases in cost savings in pesticide use and yield. The benefits usually outweigh the costs of technology, for example, the premium paid by corn seed. Considering that benefits and costs are subject to changes in critical variables, the objective of this study was to measure the economic returns of Bt corn adopters in an important producer region of Sao Paulo state, under risk conditions. Net benefits may vary due to four critical variables, such as increased productivity, saving costs of plague control, the price of Bt corn seeds and corn prices. We used Monte Carlo method of simulation to estimate statistical measures of net income, sensitivity analysis of net benefits in relation to critical variables, and the levels of risk adopting Bt corn. The average earnings were US$.72.0.ha-1, and yield increase was the variable that most affected net gains. The adoption of winter Bt corn showed a high probability of generating positive gains (87%). In addition, producers believe that the main advantage of Bt corn is non-monetary gains especially labor savings.

KEYWORDS: transgenic corn, economic benefits, net income, biotechnology costs.

 

RENTABILIDADE DA ADOÇÃO DO MILHO BT NA REGIÃO DO MÉDIO PARANAPANEMA-SP, BRASIL, EM CONDIÇÕES DE RISCO

RESUMO: Os benefícios econômicos para o produtor de milho Bt são uma das razões para sua rápida adoção no Brasil. Alguns desses benefícios são o aumento da economia de custos no uso de pesticidas e no rendimento da cultura. Os benefícios geralmente superam o custo da tecnologia, dado pelo prêmio pago pela semente de milho. Considerando que os benefícios e os custos estão sujeitos a mudanças nas variáveis críticas, o objetivo deste estudo foi medir os retornos econômicos dos adotantes de milho Bt em uma importante região produtora do estado de São Paulo, em condições de risco. Os benefícios líquidos podem variar devido a quatro variáveis críticas, como o aumento da produtividade, a redução dos custos do controle de pragas, o preço da semente do milho Bt e os preços do milho. Utilizamos o método de simulação de Monte Carlo para estimar medidas estatísticas de renda líquida, análise de sensibilidade dos benefícios líquidos em relação às variáveis críticas e os níveis de risco a que estão expostos os que adotam o milho Bt. O ganho médio da cultura foi de US$. 72.0.ha-1, e o aumento do rendimento foi a variável que mais afetou os ganhos líquidos. A adoção do milho Bt de inverno mostrou alta probabilidade de gerar ganhos positivos (87%). Além disso, os produtores acreditam que a principal vantagem do milho Bt são os ganhos não-monetários, especialmente a economia de trabalho para a condução da cultura.

PALAVRAS-CHAVE: milho transgênico, benefícios econômicos, renda líquida, custos da biotecnologia.

Biografia do Autor

Maura Seiko Tsutsui Esperancini, Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
Possui graduação em Engenharia Agronômica (1986) pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), mestrado em Economia Agrária (1991) pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), doutorado em Economia, Área de Concentração Teoria Econômica (1999) pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), e livre docência (2006) pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP). Atualmente é Professor Adjunto-III da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento rural, e análise econômica de sistemas produtivos agrícolas.
Wellington Gustavo Bendinelli, Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA, Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP. Botucatu
Doutorando em Agronomia (Energia na Agricultura) pela FCA/Unesp. Engenheiro Agrônomo pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP em 2011. Mestrado em Agronomia (Energia na Agricultura) pela FCA/Unesp em 2014. Atua principalmente nos seguintes temas: Agribusiness, Mercados futuros agropecuários, Organização de mercados agroindustriais e Comercialização agrícola.
Saulo Philipe Sebastião Guerra, Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
O docente possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000), mestrado em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e doutorado em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Realizou Pós-Doutoramento na The Univesity of Arizona - Maricopa Agricultural Center (2010). Atualmente, é Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), Departamento de Economia, Sociologia e Tecnologia (DEST), membro do Grupo de Pesquisa Biomassa e Bioenergia (UFSCAR-Sorocaba) e Coordenador do Grupo de Pesquisa LABB - Laboratório Agroflorestal de Biomassa e Bioenergia (FCA/UNESP).Foi Diretor da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF) entre os anos de 2010-2012. É Coordenador do Curso de Graduação em Engenharia Florestal (FCA/UNESP). Atualmente é Líder Científico do Programa Cooperativo sobre Mecanização e Automação Florestal - PCMAF, do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF).
Silvia Angélica Domingues de Carvalho, Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
Possui graduação em Economia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999), mestrado em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (2002) e doutorado em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (2008). Pós- doutorado no Departamento de Política Científica e Tecnológica/Unicamp (2014). ´É professora assistente doutora na Faculdade de Ciências Agronômicas (Unesp). Atua na área de Economia, com ênfase em mudança tecnológica, trabalha principalmente com os seguintes temas: bioenergia, agroindústria canavieira, indicadores de inovação e mudanças climáticas.
Fernanda de Paiva Badiz Furlaneto, Pesquisadora Científica da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade de Marília (1995), graduação em Direito pela Fundação Eurípides Soares da Rocha (1994), Mestrado (2008) e Doutorado (2012) pela UNESP, Campus de Botucatu. Atualmente é Pesquisadora Científica da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. Tem experiência em Economia Rural, atuando principalmente nos seguintes temas: custo produção; rentabilidade econômica e energética das atividades agropecuárias; viabilidade de projetos voltados para o agronegócio e comercialização agrícola.
Publicado
2017-12-30
Seção
Planejamento e Desenvolvimento Rural Sustentável