CINÉTICA DE SECAGEM DOS GRÃOS DE FEIJÃO CULTIVAR IPR TANGARÁ

Wellytton Darci Quequeto, Valdiney Cambuy Siqueira, Lineu Franco Ferranti, Vanderleia Schoeninger, Rafael Araujo Leite

Resumo


O feijão (Phaseolus vulgaris L.) é um produto de grande importância na alimentação humana devido as suas excelentes propriedades nutricionais, sendo uma das mais tradicionais fontes de proteína consumida. No entanto, se os processos pós-colheita aplicados a esta cultura forem realizados de forma inadequada podem comprometer essas propriedades. Diante da importância da cultura e das consequências dos processos pós-colheita mal conduzidos na sua qualidade, objetivou-se com o presente trabalho descrever o comportamento da secagem dos grãos de feijão cultivar IPR Tangará, por meio do ajuste de diferentes modelos matemáticos aos dados experimentais de secagem, determinar as propriedades termodinâmicas, bem como o coeficiente de difusão efetivo e a energia de ativação do processo. Os grãos de feijão foram coletados com teor de água inicial de aproximadamente 30% (b.u., base úmida), e submetidos à secagem nas temperaturas de 40, 45, 50, 55 e 60 ºC, em condições controladas.  Aos valores de razão de umidade dos grãos de feijão foram ajustados nove modelos matemáticos, utilizados para a representação do fenômeno de secagem de diversos produtos agrícolas. Os modelos de Page, Midilli, Dois Termos, Logarítmico, Thompson, Aproximação da Difusão, e Valcam são adequados para a representação da secagem dos grãos de feijão cultivar IPR Tangará. O coeficiente de difusão efetivo aumenta com a elevação da temperatura do ar de secagem. Os valores de entalpia e entropia específica são inversamente proporcionais à temperatura do ar de secagem, enquanto que a energia livre de Gibbs aumenta com a elevação da temperatura do ar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17224/EnergAgric.2017v32n4p408-415